Violetas Africanas
Antonio Carlos da
Silva Barbosa
Trata-se de uma das mais
belas e delicadas dentre as espécies ornamentais para cultivo
em vasos no interior dos ambientes. É muito importante
saber-se que as Violetas africanas (Saintpaulia ionantha pertencente
à família das Gesneriaceae) nada têm
a ver com as verdadeiras Violetas (Viola odoratissima pertencente
à família das Violaceae). Trata-se de planta
delicada com folhas dispostas em roseta com formato levemente
arredondado e cobertas por penugem aveludadas geralmente verdes.
As flores são belas e abundantes, inodoras, apresentando-se,
conforme a variedade, nas cores rosa, brancas, azuis ou mescladas.
As Saintpaulia ionantha são bastante fáceis de serem
cultivadas a nível doméstico até mesmo pelos
leigos pois, para isso bastará seguir as seguintes recomendações:
1. Localizar os vasos em
ponto onde haja boa luminosidade natural indireta, de preferência
junto a uma janela voltada para o nascente.
2. Regar sempre que necessário,
na quantidade suficiente para manter o solo do vaso com umidade
regular porém sem encharcamento. As regas devem ser aplicadas
com um regador de bico fino diretamente sobre a superfície
do substrato (solo do vaso), nunca sobre as folhas, para evitar
manchas que não desaparecem e são causadas pela
água em temperatura inadequada. Evite-se também
molhar através do prato, pois na realidade esse deve permanecer
sempre livre do acúmulo de água para que não
ocorra a invalidez da drenagem.
3. Verificar sempre as
plantas para identificar a ocorrência de cochonilha (que
são insetos sugadores na forma de uma massa branca como
pequenas bolinhas brancas ou marrons que aparecem no verso das
folhas e ou nos brotos) e ou de pulgões. Para combater
e eliminar esses tipos de insetos, utilize um cotonete de algodão
embebido em calda de fumo que pode ser feito com um pequeno pedaço
de fumo de corda picado que se deixa de molho em água durante
24 horas, passado esse período côa-se num pano e
mistura-se com álcool em partes iguais. Esse procedimento
deverá ser repetido até a eliminação
dos insetos, o que geralmente ocorre após a 3ª ou
4ª aplicação.
4. Adubar com fertilizante
líquido de fórmula 4-14-8 ou 12-36-14, num intervalo
de 15 em 15 dias, adicionando o fertilizante sempre em quantidade
mínima – 1 copinho de café por vaso.
5. Quando as flores estiverem
murchando deverão ser cortadas, assim como também
se eliminarão as folhas secas ou machucadas.
6. A multiplicação
pode ser feita através das folhas mais velhas com pecíolo
(cabinho) que são colocadas para enraizar em areia e à
sombra. Após o enraizamento, quando surgir a brotação
das mudinhas na base do pecíolo procede-se o seu transplante
para um vaso de barro com substrato composto por 1 parte de terra
arenosa e 1 parte de húmus de minhoca.